Caos no trânsito não é culpa da universidade

 

Outra observação dos conselheiros é que, ao contrário do que se diz, a UFSC não é a grande geradora do tráfego na região citada. Esta área da cidade cresceu muito de 2003 (quando começaram os estudos para a duplicação) para cá, com a implantação de um grande shopping center e a autorização para a construção de inúmeros prédios e empreendimentos comerciais, o que multiplicou o número de veículos em circulação ao redor da Universidade e nos bairros próximos.
Além disso, a prefeitura não melhorou a qualidade do transporte público e, em relação à duplicação da via citada, também não apresentou um projeto específico, atendendo à demanda crescente pelo 
uso do transporte coletivo. A única proposta diz respeito à implantação do sistema BRT, que ainda se encontra no nível de projeto.
Outro argumento é de que não há recursos assegurados para a execução da obra, o que leva a suspeitar que ela pode ser iniciada, mas dificilmente será concluída dentro do prazo previsto de 12 meses, causando transtornos ainda maiores que os atuais nas vias do entorno da Universidade.
Também é temerário acreditar que apenas a duplicação do trecho de um quilômetro entre o Centro Tecnológico (CTC) e a Eletrosul eliminará os engarrafamentos, porque há outros gargalos, como o da entrada no bairro Pantanal, na altura do Armazém Vieira, não contemplado no projeto da prefeitura.
Ao evitar que o tema fosse votado diante de tantos temores e incertezas, o reitor Alvaro Toubes Prata abriu a possibilidade de novas negociações com a prefeitura, removendo arestas e detalhando 
melhor o projeto em questão. A UFSC está disposta a ceder a área, a partir de elaboração de um novo parecer, no momento em que o projeto de duplicação contar com o aval técnico do Conselho Universitário e o apoio das comunidades vizinhas, em vista do impacto social e ambiental da obra.
O que a Universidade Federal de Santa Catarina deseja, sublinha a Administração Central, é de mais tempo para estudar o assunto e tomar uma decisão baseada no equilíbrio e no bom senso.

Fonte:agecom@agecom.ufsc.br Publicado em:16-03-2012 09:32:43