Arquitetura para o fim da vida: Anteprojeto de um Hospice em Florianópolis
Apresentação
O aumento da expectativa de vida e os avanços da medicina contribuíram para o crescimento da população acometida por doenças crônicas, degenerativas e oncológicas, tornando os cuidados paliativos uma necessidade cada vez mais presente. Esses cuidados têm como objetivo promover qualidade de vida, aliviar o sofrimento e oferecer suporte aos pacientes e seus familiares, priorizando o conforto e a dignidade diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida.
Apesar dessa crescente demanda, a oferta de serviços de cuidados paliativos no Brasil ainda é insuficiente, especialmente em Santa Catarina, onde há um número reduzido de serviços e leitos destinados a esse atendimento. Esse cenário evidencia um descompasso entre a necessidade da população e a estrutura disponível, reforçando a importância da criação de novos equipamentos de saúde voltados ao cuidado paliativo.
Entre os modelos de assistência existentes, destaca-se o Hospice, destinado ao atendimento integral de pacientes com doenças em estágio avançado e sem possibilidade de cura. Sua abordagem busca proporcionar conforto físico, emocional, social e espiritual, além de acolher familiares durante o processo de adoecimento e luto, consolidando uma assistência centrada na humanização do cuidado.
Nesse contexto, a arquitetura desempenha um papel fundamental ao conceber ambientes capazes de favorecer o bem-estar, a privacidade, o acolhimento e a segurança de pacientes, familiares e profissionais. Mais do que atender às exigências técnicas de um estabelecimento de saúde, o espaço físico torna-se parte do processo terapêutico, contribuindo para uma experiência mais humanizada. Assim, este trabalho propõe o desenvolvimento de um anteprojeto de um Hospice em Florianópolis, fundamentado nos princípios dos cuidados paliativos e da arquitetura humanizada.
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