Educação infantil que acolhe: Arquitetura Inclusiva para Crianças com Diferentes Formas de Ser e Aprender
Apresentação
Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo compreender de que forma a arquitetura pode contribuir para a inclusão e acessibilidade de crianças neurodivergentes nas escolas públicas de educação infantil. O estudo foi desenvolvido por meio de revisões bibliográficas sobre neuroarquitetura, psicologia ambiental, abordagens pedagógicas, acessibilidade e Desenho Universal, além de estudos de caso, visitas técnicas às escolas da rede municipal de Florianópolis e pesquisas de campo com pais e profissionais que convivem com crianças neurodivergentes. A partir das análises realizadas, foram elaboradas diretrizes projetuais voltadas à criação de ambientes escolares mais acessíveis, acolhedores e sensorialmente equilibrados. Essas diretrizes consideram aspectos como a organização dos espaços, o conforto ambiental, a integração com a natureza, a previsibilidade espacial, a autonomia e diferentes níveis de estímulo sensorial. Com base nesse conjunto de diretrizes, propõe-se o desenvolvimento de um projeto arquitetônico para uma escola pública de educação infantil no município de Florianópolis. O estudo tem como foco a primeira infância, por compreender que esse é um período fundamental para o desenvolvimento infantil e para a construção das primeiras relações da criança com o ambiente. Dessa forma, mais do que apresentar uma solução para um único terreno, o trabalho busca demonstrar como a arquitetura pode contribuir para a criação de espaços mais inclusivos e acolhedores, propondo diretrizes que possam ser adaptadas e aplicadas em outras unidades escolares, auxiliando na construção de ambientes capazes de atender à diversidade de formas de aprender, perceber e interagir.
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