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Território em disputa: parque na Planície do Pântano do Sul

Apresentação

A planície do Pântano do Sul é apresentada como um território em disputa, onde se confrontam a lógica de expansão urbana e a necessidade de reconhecer a área como ecossistema sensível e estratégico para a cidade. Dunas, banhados, restinga, cursos d’água inseridos na bacia hidrográfica da Lagoa do Peri e a presença de sítios arqueológicos compõem um conjunto de condicionantes ambientais que explicitam a fragilidade do meio físico e a importância da preservação, em contraste com a pressão imobiliária, conflitos fundiários e um planejamento urbano marcado por diretrizes ambíguas. Nesse contexto, a mobilização comunitária em torno da proposta de um “Distrito Parque” e da criação de uma Unidade de Conservação, ancorada em conceitos como Bem Viver, se configura como resposta política e territorial ao modelo de ocupação.​

A proposta de parque, em nível de anteprojeto, é formulada como instrumento de reordenação territorial e ambiental, por meio da transformação da planície e das dunas em Unidade de Conservação. Tecnicamente, isso se traduz em revisão do zoneamento com definição de diretrizes de baixa densidade e alta permeabilidade do solo, renaturalização de cursos d’água, recuperação de Áreas de Preservação Permanente degradadas e estruturação de um corredor ecológico entre unidades de conservação existentes. O parque é concebido como infraestrutura ecológica e espaço público ao mesmo tempo, articulando núcleos de uso de baixo impacto, equipamentos comunitários, educação ambiental, lazer e cultura, de modo a integrar preservação ambiental, planejamento urbano e engajamento social.

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