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Trabalhos orientados por Rodrigo Almeida Bastos, Prof. Dr.

Foram en contrados 9 trabalhos

2024-2

Miguel Marzo: O capomastro na metrópole do café

A pesquisa destinou-se a compreender a atuação de Miguel Marzo, importante representante da classe dos capomastri, mestres-de-obras italianos imigrados atuantes na construção civil paulista no final do século XIX. Neste percurso buscou-se desvelar as relações econômicosociais que condicionaram a chegada destes ao Brasil e influenciaram em sua atuação. O objetivo desta foi o de trazer luz à atuação destes profissionais muito pouco conhecidos e estudados na história da arquitetura. Para isso, utilizou-se de levantamentos das obras produzidas pelo mestre, digitalizadas e disponibilizadas no website SIRCA, bem como bibliografia sobre o tema, como teses de mestrado e doutorado. A partir destas referências, foram discutidas as atuações dos arquitetos e dos mestres (construtores não diplomados), as suas localizações na cidade, os tipos de obra assumidas por Marzo, a pertinência de sua autoafirmação enquanto arquiteto, e a regulamentação da atuação construtiva por meio dos órgãos municipais. Em todos estes aspectos, levantou-se a questão das classes sociais e a exclusão, na história, dos profissionais que não atuaram em obras destinadas às altas classes sociais. Por fim, discutiu-se brevemente a questão patrimonial das obras.
 

2020-1

Música Espacial - Proposta de uma escola de música para Florianópolis

O objetivo deste trabalho é traçar um paralelo entre arquitetura e a música. Parece óbvio relacionar estas duas matérias, afinal, desde a idade antiga são conhecidas pela sua correlação, sendo citada até mesmo como a inseparável esfera das artes.

A vivência da arquitetura e da música é muito atrelada à experiência estética que se constrói, para o deleite daqueles que as ouvem, veem e criam, contudo não tão frequentemente essas matérias são observadas levando em consideração os efeitos que produzem no plano psicológico daqueles que as usufruem. 

Mais ainda do que questionar como se recebe a música e a arquitetura no plano individual, pode-se questionar como procede a interação destas entre si. Como os planos utilizados para traçar paralelos entre estas esferas afetam os espaços criados? Como relacioná-las em uma situação em que a arquitetura tem como objetivo produzir música?  

Um dos objetivos específicos deste trabalho, é desenvolver um projeto arquitetônico que terá a música como personagem principal, descobrindo, na prática, quais são as relações que existem entre elas e como produzir um espaço de qualidade para a prática da música. 

    A importância de um projeto como este, além de aplicar o embasamento teórico, é o contexto onde está inserido. A cidade de Florianópolis não apresenta grandes incentivos à produção cultural, algo intrínseco da cultura brasileira, contudo, não se pode negar que o ensino das artes é capaz de transformar realidades sociais e intelectuais, sendo considerada uma grande alavanca para o conhecimento e crescimento do ser humano. 

    Ao entender a cultura como um bem imaterial, entende-se a necessidade de criar oportunidades para sua inserção na cidade. A música cai como luva nesse contexto, algo que não se pode ter ou tatear, contudo se mostra presente nas memórias mais saudosas daqueles que a presenciam, um bem de valor inestimável. Outro objetivo específico é produzir um espaço de uso público, onde sejam distribuídos bens imateriais. O desafio é promover este tipo de vivência e oportunidade através de um lugar que seja fisíco, mas que remeta a lugares psicológicos.

caderno com imagens em maior qualidade: https://drive.google.com/file/d/14dJjRk8k-mwwwoHFjQRoNgKQNFHbQgLA/view?usp=sharing

 

O processo de composição de Erich Mendelsohn: da música à arquitetura

Este trabalho pretende investigar as relações que o arquiteto Erich Mendelsohn estabelece com a música, com destaque para o seu período produtivo na Alemanha entre 1917 e 1933. A partir da leitura e análise dos croquis e cartas trocadas entre ele e sua esposa Luise, percebe-se a importância de peças musicais de compositores como J. S. Bach e Beethoven. A relação de Mendelsohn com Schönberg também desperta especial curiosidade pelas numerosas semelhanças na vida e obra, sendo a conciliação entre racionalidade e expressão um traço de ambos. A proposição de novos parâmetros não os impede de estarem fundamentados na tradição da música tonal. Estimulado pela música de Bach, Mendelsohn articula as massas construtivas por meio do contraponto entre os planos e pensa no todo (das Ganze) da sua criação. O ritmo é uma das ferramentas principais que o arquiteto usa para proporcionar conexão entre as partes e o pensamento como um organismo, no qual cada parte importa e se relaciona com o todo. Tal compreensão se efetiva na análise das fachadas das Lojas Schocken, nas quais se observam diferentes frequências de elementos de abertura ou revestimento relacionadas entre si. A característica totalizante, expressa aqui como gestalt, se mostra como uma das maiores semelhanças entre os fluxos musical – que flui no tempo – e o arquitetônico – que flui no espaço. Por meio dos seus croquis fantásticos, sendo diversos estimulados e até intitulados por peças musicais, Mendelsohn represa o fluxo do tempo e reinterpreta-o com o seu próprio instrumento, o lápis 6B. Nesse processo denominado como Stauung (represamento), realiza-se a apreensão do fluxo musical de forma subjetiva, para em seguida ser materializado no desenho. Ele não é representado de forma literal, mas como uma nova interpretação, um desdobramento possível da sua impressão. Constata-se que a música é proveitosa para compreender muitas de suas decisões arquitetônicas. Mendelsohn encontra na música de Bach uma forma contrapontística que ainda não havia sido materializada, uma música que não é só fonte de inspiração subjetiva, senão uma referência importante na concepção da sua arquitetura.


Palavras-chave: Erich Mendelsohn. arquitetura moderna. música. expressionismo. estética.

2019-1

A UFSC como parque cultural: ensaios de desconstrução expositiva

As exposições sempre ocorreram como espaços de experimentação e expressão perante o público. Revelando o contexto histórico dentro do qual tanto a história da arte quanto a história da arquitetura são protagonistas da própria história das exposições, encontramos uma situação de importação e elitização cultural em nosso país, que obviamente está presente em outros tipos de instituição, como por exemplo a universidade, que essencialmente deve ser um espaço de experimentação radical. Tratar essas instituições e o próprio sistema da arte como públicos é necessariamente uma questão a ser discutida e criticada dentro da universidade, a qual sofre atualmente uma ameaça de extinção. As formalidades desnecessárias dos espaços de arte podem ser recicladas dentro do contexto fundamental ao ensino, que são as informalidades.

A prática expositiva na arquitetura tem o potencial de explorar o processo em detrimento do produto, ou da obra de arte aurática. Isso pode ser utilizado como uma estratégia de ensino, e assim trabalho com o campus da UFSC sob uma perspectiva de instituição cultural. O que uma exposição de fato é ou pretende ser, já que a história é alternadamente revisitada e esquecida num piscar de olhos? Além de que dizem que chegamos ao fim da arte. Através da prática de exposições pode ser possível perceber de que formas a arquitetura pode se disponibilizar como uma simples extensão física da arte, na forma de espaços públicos informais com institucionalidades recicladas. Trabalho com uma hipótese de ensino artístico e arquitetônico aberto, em que essas disciplinas se tornam híbridas com outras disciplinas ofertadas na universidade - uma rede de espaços em que os estudantes aprendem através de eventos, atividades e experiências culturais conectadas com o público - a população de Florianópolis e principalmente a comunidade do entorno do campus.

Um hospital de olhos para Florianópolis

O presente trabalho propõe um hospital de olhos para Florianópolis. Localizado no bairro Agronômica, em meio a outras instituições de saúde, o projeto foi pensado para acolher os seus visitantes e também do entorno e proporcionar a eles um ambiente humanizado onde possam passar o tempo, ter atividades, locais de espera variados e, claro, seu tratamento oftalmológico.

2017-2

Cooperativa de Anitápolis - Um elo entre a comunidade rural e urbana

Inicialmente, o presente trabalho investiga o município catarinense de Anitápolis, em sua esfera sócio-espacial e sua relação particular homem/meio, com a finalidade de estimular o debate sobre estratégias que direcionam o desenvolvimento local de maneira sustentável. Após pesquisa e análise, proponho então como tal estratégia a organização coletiva do trabalho dos pequenos agricultores do município voltada para o comércio da região. Neste caso, a arquitetura se enquadra como instrumento para a criação de identidade deste projeto sócio-espacial, ao projetar os espaços que dão base a rede de produção da cooperativa. Iniciando o processo nas propriedades rurais cooperadas, logo após na convergência desta produção para agroindustrias rurais, que se encontram nos pequenos núcleos rurais do território e, por fim, a sede da cooperativa, inserida no núcleo urbano do município, sendo este o local chave para a interface entre a cooperativa e a sociedade, o espaço destinados as relações humanos e ao comércio regional.   

 

2017-1

Cidades e memórias: articulação do eiro monumental de Maringá

2016-2

Vila Itororó: reabitar a cidade

A Vila Itororó é um conjunto de casas de aluguel construídas a partir da década de 1920 onde hoje é o bairro da Bela Vista, na área central de São Paulo. É um fragmento urbano remanescente na cidade atual como “colagem” de arquiteturas e memórias de diferentes épocas.

O trabalho investiga a reintegração desse fragmento de cidade ao seu contexto urbano e aborda a locação social como forma de enfrentar a gentrificação nas áreas centrais, muitas vezes desencadeada justamente a partir da reabilitação do patrimônio histórico edificado.

Imaginar a reintegração da Vila Itororó ao seu contexto urbano possibilita questionar o imperativo do uso cultural nos projetos de reabilitação do patrimônio histórico, discutir a importância da habitação social nas áreas centrais diante da lógica “centrífuga” de expansão da cidade e, até mesmo, refletir sobre perspectivas futuras de cidade.

 

2015-1

Arte e Corpo no Espaço Educativo