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Trabalhos orientados por Fábio Ferreira Lins Mosaner, Prof. Dr.

Foram en contrados 22 trabalhos

2022-2

\"Quem tem fome, tem pressa\" - arquitetura como suporte para Rede Agroalimentar

Nos últimos anos, diversos grupos familiares migraram dos níveis de menor gravidade de insegurança alimentar para os de maior gravidade no Brasil, indicando um ritmo progressivo de empobrecimento nos lares brasileiros (POF-IBGE, 2018). E com o contínuo desmonte de políticas públicas e a crise econômica, além do aumento das desigualdades sociais impulsionadas pelo efeito da pandemia da Covid-19, atualmente 33,1 milhões de brasileiros não possuem o que comer em casa (II VIGISAN, 2022). Nesse sentido, a produção de alimentos por uma agricultura familiar e urbana, baseadas nos princípios do planejamento urbano permacultural e de uma rede agroecológica de abastecimento alimentar, mostra-se como uma alternativa de aproximação da relação campo e cidade, do pequeno produtor e dos consumidores, contribuindo para uma soberania alimentar e no enfrentamento da grave crise social que o país vive. Assim, a partir de um diagnóstico de planejamento urbano permacultural da área de estudo, o presente trabalho tem como objetivo desenvolver um Centro Agroecológico Urbano para promoção da segurança alimentar e qualidade de vida na cidade de Florianópolis - SC.

Centro Integrado de Artes e Expressão: ressignificando o cenário de incentivo artístico em Florianópolis

O trabalho trata-se de uma análise do meio urbano de Florianópolis e sua arquitetura - ou ausência dela - como objeto de fomentação cultural e de transformação social. Partindo da discussão acerca do que é cultura e a importância do pertencimento à cidade como questão social, assim como por meio da observação das ofertas de espaços de ensino artístico de Florianópolis e suas principais questões demográficas/censitárias, apresenta-se a proposta de diretrizes para o desenvolvimento de uma rede de centros educacionais/culturais e projeto arquitetônico visando a ressignificação do cenário de incentivo artístico em Florianópolis.

Complexo de apoio ao ensino de Blumenau: proposta à demanda acadêmica e integração do urbano local

Este trabalho se propõe a analisar e apresentar uma solução para carências que a Universidade de Blumenau (FURB) e o SENAI possuem enquanto instituições de ensino, costurando no mesmo programa as necessidades acadêmicas, socioeconômicas e urbanas. A proposta parte inicialmente da dificuldade de conexão viária dos estudantes com o sistema urbano local e na falta de acesso direto aos eixos estruturantes da cidade, principalmente ao tratar-se de uma região central de acesso facilitado sob a perspectiva do transporte privado. Com o desenvolvimento da análise, o foco da pesquisa se concentra em apontar soluções para a implantação do projeto no contexto inserido - uma área comercialmente ativa, com grande fluxo de pessoas e veículos, conectada à universidade e próxima ao eixo urbano que abastece radialmente os bairros periféricos. O terreno escolhido para desenvolver o estudo continua atuando como um imóvel ocioso em meio às necessidades que a universidade experiencia. E ao concentrar toda essa demanda na área delimitada, surge a inevitabilidade de verticalização e separação entre dois blocos para cumprirem funções diferentes, pensado de forma a respeitar o entorno sem apenas reproduzir um modelo construtivo culturalmente típico no país. O equipamento proposto abraça a cidade e efetiva o sentido urbano do edifício, oferecendo um uso misto com grande amplitude de funções e fruição pública - um complexo de suporte à universidade que não nega a interação entre o ensino, a população e os ambientes edificados.

2022-1

Comunidade Terapêutica: Um espaço para o tratamento da dependência química em Florianópolis

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o abuso de substâncias psicoativas é um dos maiores problemas de saúde enfrentados no mundo. Além de ser uma realidade a qual muitos ignoram ou fingem não ver, existe uma grande dificuldade em métodos de combate ao uso, dependência e reinserção do indivíduo na sociedade.  Devido a isso, esse trabalho tem como proposta uma Comunidade Terapêutica na região metropolitana de Florianópolis. 

As Comunidades Terapêuticas  são um equipamento de acolhimento voluntário de pessoas em busca de um ambiente protegido, de autoconhecimento e que auxilie na melhora da dependência química. Além disso, quando bem estruturadas e planejadas, podem tornar-se um equipamento social, fortalecendo a população local e formando uma rede de apoio.

Habitar na Velhice

Diante do aumento da população de idosos no Brasil e no mundo, a Organização das Nações Unidas declarou os anos de 2021-2030 como a "Década do Envelhecimento Saudável", marcando a discussão de temas relacionados às novas formas de pensar e sentir o envelhecimento e o acesso a cuidados de longa duração (ONU, 2020). Considerando essas mudanças no modo e no sujeito do envelhecimento, esse trabalho apresenta o cenário das Instituições de Longa Permanência no Brasil, com foco no dia a dia dos residentes e, a partir disso, elabora um edifício de habitação e lazer para os idosos da cidade de Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, com diretrizes relacionadas ao incentivo da socialização, resgate ou conservação da autonomia e bem estar.

Habitar o centro de Guarulhos: Requalificação de um edifício não concluído

Produto de inquietações pessoais e
profissionais acerca da cidade contemporânea,
este Trabalho de Conclusão
de Curso propõe-se discutir sobre a
existência de alta demanda por habitação
no contexto das grandes cidades
somado a problemática da extensa
quantidade de edifícios ociosos e/ou
abandonados. Além disso, o trabalho
tem a intenção de abordar assuntos
como o morar contemporâneo e sua
conexão com a cidade. A partir de análise
bibliográfica, espacial e estudos de
caso é elaborada uma proposta, a fim
de promover função social a um edifício
abandonado, localizado no complexo
contexto urbano do território
de Guarulhos, um dos municípios do
estado de São Paulo.

2021-1

Centro Ambiental Lagoa Viva - um espaço de lazer e conscientização no Parque Estadual do Rio Vermelho

A Lagoa da Conceição é parte de um ecossistema complexo e delicado, rica em belezas naturais. Há algumas décadas esse ecossistema vem sendo agredido pela ação humana, devido ao crescimento urbano acelerado, à falta de infraestruturas públicas e conscientização das pessoas. Em muitos pontos a orla é ocupada por edificações, áreas de preservação são invadidas e o derramamento indevido de esgoto nas águas não é incomum.

Pensando nisso, o Centro Ambiental Lagoa Viva busca oferecer um espaço público acessível e de qualidade que aproveite as potencialidades da lagoa e da natureza ao seu redor. Nele acontecerão atividades integrando cultura, lazer e educação, promovendo, juntamente, a conscientização ambiental. Por meio das atividades do centro ambiental pretende-se contribuir com o monitoramento da qualidade da lagoa e também promover a educação ambiental da população e o cuidado com o ecossistema.

Crematório e Parque Memorial

A morte faz parte da vida e está presente no cotidiano de todos. No entanto, os espaços de morte são negligenciados, desprezando-se a oportunidade que têm, como arquitetura, de influenciar positivamente as relações e vivências neles. A arquitetura pode, dentro do possível, minimizar a dor e o trauma e facilitar o luto. Através da sua materialidade a vida que já não existe se faz permanecer na memória, transformando a arquitetura em monumento.

De forma a valorizar os espaços de morte dando-lhes dignidade e lugar dentro da dinâmica urbana se propõe neste trabalho uma arquitetura funerária que tenha como essência a memória, o acolhimento e a relação com a natureza. Ainda, inserindo-a em local estratégico na cidade de Florianópolis, fomentar uma reflexão sobre nossa relação com a morte, os impactos negativos dos tradicionais métodos de sepultamento e o direito de acesso da população a uma despedida digna e ecologicamente mais correta.

A proposta consiste em um Crematório e Parque Memorial público para a cidade de Florianópolis, que navegue entre a impermanência do corpo físico e a permanência da memória.

2019-2

Arquitetura e (re)socialização: Uma proposta para o Complexo Penitenciário da Agronômica

O sistema prisional possui os objetivos de diminuição da violência e redução da reincidência, através da ressocialização. Porém, devido ao encarceramento em massa e às condições precárias em que as prisões se encontram, onde os apenados são privados dos seus direitos mais básicos, seu propósito tem falhado. A ausência do contato com a natureza e com a sociedade também acarreta complicações, criando indivíduos mais propensos a rebelarem-se, fortalecendo facções criminosas e desestruturando famílias.

Por outro lado, é esquecido ou ignorado o fato de que as pessoas privadas de liberdade representam, em sua maioria, uma parcela que já era excluída socialmente antes mesmo de ter sido presa e que um dia retornará ao convívio em sociedade, necessitando de meios para poder seguirem com suas vidas de forma digna e saudável. O trabalho, a educação, a cultura e o lazer, entre outros, são itens essenciais para a ressocialização dos detentos, devendo ser oferecidos e incentivados nas unidades prisionais de forma integradora e com respeito aos direitos humanos.

Diante dessas análises e utilizando como objeto de estudo o Complexo Penitenciário da Agronômica, localizado na capital de Santa Catarina, este Trabalho de Conclusão de Curso objetiva-se na criação de um projeto arquitetônico de apoio à reintegração social dos apenados durante o final de suas execuções penais até após o cumprimento de suas penas, utilizando a população da cidade como elemento fundamental e transformador, através de espaços humanizados e projetados conforme as características e as necessidades do contexto urbano onde será implantado.

Caminhos de Visibilidade: proposta de integração de migrantes de deslocamento forçado em Itajaí

    O mundo vive hoje a maior crise migratória desde a Segunda Guerra mundial. Estima-se que a cada 1 minuto, 24 pessoas sejam deslocadas por conflitos, guerras, perseguições e violações de direitos humanos (ACNUR, 2017, p. 13). São 68 milhões de pessoas que deixam para trás sua cultura, hábitos, relações sociais e projetos de vida em busca de melhores condições, que nem sempre são conquistadas.

    Itajaí, município do litoral catarinense está entre as principais cidades do estado a acolher refugiados e solicitantes de refúgio, mas apesar da população expressiva suas políticas públicas beiram à inexistência.

    O presente trabalho busca compreender os desafios destas pessoas no território e responder, através do projeto arquitetônico, a seguinte pergunta: 

    Como criar um espaço de referência no acolhimento e integração socioeconômica para migrantes de deslocamento forçado, que auxilie na promoção de políticas públicas e que ainda incentive a conscientização da comunidade quanto à condição dos novos migrantes?

 

Entre a orla e o morro: Espaço de troca e convivência

O trabalho se propõe a analisar e projetar um edifício público para um terreno em disputa judicial entre o Estado e a Associação de Moradores da Agronômica junto ao Direto do Campo no bairro da Agronômica na Beira-mar Norte em Florianópolis. Esse terreno inclui atualmente diversos usos que demonstram o potencial da área como o varejo hortifrutigranjeiro (Direto do campo), campos de futebol, áreas de permanência -mesmo que desqualificadas-, caminhos públicos que permitem a conexão dos moradores do Morro da Cruz com a infraestrutura urbana e os equipamentos públicos da Beira-mar norte e o baixo gabarito que permite a leitura da paisagem tanto da orla para o morro quanto do morro para orla.

A partir disso, propõe-se um equipamento público de abastecimento alimentar e esporte que permite a conexão física e visual entre o morro e a orla. Esse equipamento possibilita a convivência e permanência de diferentes classes sociais a partir da reorganização de dinâmicas já existentes no terreno em disputa e da adição de usos que intensifiquem o caráter público. O edifício respeita o histórico, os conflitos, as dinâmicas, os usos e as forças já existentes no local como forma de resistência do caráter popular da área. Junto a isso mantem a permanência, as vistas e as conexões sempre abertas e públicas, tornando-se uma antítese a orla verticalizada e privatizada da Beira-mar norte.

 

Palavras-chave: Abastecimento alimentar urbano; Direto do campo; Morro da Cruz; Beira-mar norte; Edifício Público.

RE: Barreiros. Quadra Urbana Multidisciplinar

São José é minha casa, porém nem sempre me senti parte dela.

Moro no Bairro Jardim Cidade. Nasci, cresci e estudei aqui. Sempre na mesma casa. Vivências.

Um processo muito natural de conhecer os vizinhos, os pequenos comércios e ir na padaria da esquina.

A conexão com Florianópolis sempre foi muito forte também. Entretanto, havia uma clara divisão entre São José: casa, lazer, família e amigos; e Capital: necessidades.

Minha cidade se desenvolveu muito. Esse caráter de bairro vivo e popular foi se perdendo aos poucos: verticalização, muros altos e opacos, não conhecer quem reside ao seu lado e o perigo de brincar na rua.

O tempo passou e me encontrei estudando, trabalhando e convivendo na ilha. Logo eu, que sempre gostei de viver no continente, agora atravesso a ponte a procura de um gramado para passar a tarde com os amigos. 

Por ter se desenvolvido entre duas importantes vias na escala da macrorregião de Florianópolis, o bairro ainda apresenta algumas características de quando era tratado apenas como uma passagem: heterogêneo e monótono, sem a presença de uma centralidade.

A não apropriação dos poucos espaços públicos existentes também é resultado desse processo de cidade-dormitório, onde os moradores já estão condicionados a procurar atividades de lazer fora de seu município.

A divisão foi alterada e me percebi apenas repousando no bairro. Outro processo muito natural. Ao olhar crítico de quase-arquiteto, percebi neste trabalho a oportunidade de propor algo que desperte o bairro e que se transforme em um local de encontro e lazer dos moradores.  

2019-1

Cidade Educadora: Um novo olhar para o Monte Cristo

Com a institucionalização da educação como direito universal, formalizam-se espaços destinados unicamente em educar e formar cidadãos - a escola. Os ambientes educacionais tem responsabilidade social inquestionável, considerados o elemento base para desenvolvimento e transformação, principalmente na esfera infantil, que se constroem os primeiras relações sociais e cognitivas.  

Ainda assim, muitas são as inquietações referentes às respostas destes espaços, principalmente na esfera pública. A falta de planejamento a partir de uma escala abrangente aliada aos recursos insuficientes leva a construção de espaços que limitam-se precariamente ao ensino formal e obrigatório. As escolas não necessariamente respondem às demandas dos alunos e da comunidade, principalmente de menor renda, que se vê carente de equipamentos educativos de suporte. Como consequência, depara-se com o desinteresse ou abandono por partes dos alunos em ir a escola, assim como a falta de envolvimento de família ou de outros tantos agentes importantes na formação de jovens e crianças.

Apesar da visão crítica quanto ao sistema, a linha de pesquisa de arquitetura educacional vem justamente com o olhar otimista de reverter o quadro. O presente caderno refere-se ao trabalho de conclusão de curso de arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil. O trabalho busca refletir sobre o papel da arquitetura nos espaços de aprendizagem e como agente transformador social. Como resultado, apresenta-se o projeto arquitetônico de um Centro de Educação Integrado para o bairro Monte Cristo, em Florianópolis, materializando diversos conceitos abordados durante a pesquisa. A escolha da área de estudo se deu por um vínculo já existente como voluntária em uma das instituições mais importantes de medidas sócio-educativas da região: O CEDEP - Centro de Educação Popular. A iniciativa, uma organização não-governamental sem fins lucrativos que oferece atividades de contra-turno e suporte ao desenvolvimento escolar para as principais comunidades.

A partir de um “olhar de dentro” e um “olhar de fora”, viu-se na região do Monte Cristo uma grande potencialidade de intervenção. O bairro, uma das regiões mais carentes de Florianópolis, tomada pela informalidade, sem planejamento urbano e com limitados espaços educativos e de sociabilidade, apresenta a maior concentração de crianças, demanda de escolas, e instituições que batalham constantemente para transformar a realidade social do bairro. Em meio a esse cenário, e reestruturando espaços mal aproveitados do bairro, propõe se a Cidade Educadora como um espaço de aprendizagem, convívio e desenvolvimento.

 

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2018-2

Centro Social: equipamentos de acolhimento voltados à população em situação de rua no centro de Florianópolis

É cada vez mais evidente o aumento da população em situação de rua no centro de Florianópolis. Esse fenômeno, que é global, expõe as desigualdades da sociedade brasileira, mostrando a pobreza extrema em que o ser humano pode chegar, muitas vezes acompanhado de falta de opções, situação de violência, abandono familiar, dependência química, problemas psiquiátricos, etc.

    De acordo com dados do Diagnóstico Social Participativo da População em Situação de Rua na Grande Florianópolis (2017), cerca de 500 pessoas vivem em situação de rua em Florianópolis. Esse número representa 0,1% da população total da cidade, que comparado com a porcentagem nacional (2008), que é de 0,015% da população total do país, demonstra que Florianópolis possui um número muito acima da média de pessoas em situação de rua.

    Esse alto índice é facilmente observado ao caminhar pelo centro da cidade, onde nos deparamos com essa população nos bancos da Praça XV, nos pilotis do prédio da Previdência Social e do prédio das Secretarias, nos bancos do chafariz da alfândega e também nos viadutos da cabeceira das pontes Colombo Sales e Pedro Ivo, e embaixo das mesmas. O número perceptível aos olhos tende a variar em épocas do ano, aumentando no verão, com a vinda de pessoas em busca de trabalho nas praias e diminuindo no inverno, em que baixas temperaturas levam a esses indivíduos a buscarem por locais mais protegidos.Ao mesmo tempo é possível identificar ações vindas de órgão públicos, que ao invés de acolher o morador de rua, tratam de expulsar esse população de espaços visíveis.

    A invisibilidade dessa população e a garantia de seus direitos, são a base deste trabalho, que busca através da arquitetura, acolher e reinserir na sociedade essa parcela da população que hoje é tão estigmatizada.

 
 

Conectando memórias, construindo o futuro: um novo olhar para o espaço público

O recorte espacial deste trabalho é a Praça XV de Novembro localizada em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo. A praça se constitui como o espaço fundador da cidade; largo da primeira Igreja Matriz do município que se reconfigurou e se reconstituiu passando por diversas transformações e diferentes dinâmicas para chegar nos tempos de hoje como a principal e mais antiga praça da cidade.

O trabalho busca entender como a cidade se estruturou e o papel da praça como espaço fundador da cidade e como espaço simbólico e de memória. Analisa de forma crítica e investigativa as grandes transformações e diferentes conformações que ocorreram no espaço para, a partir disso, estabelecer diretrizes para lançar a proposta arquitetônica e urbanística no espaço da praça. O trabalho visa a criar um percurso com programas interligados funcionando em rede, de modo utilizar a praça como espaço conector desses programas.

A proposta arquitetônica se desenvolve através da construção de uma edificação institucional e multifuncional que apresenta como programa principal a biblioteca municipal da cidade.

 

2018-1

Costurando Memórias

O assunto a ser abordado no presente trabalho de conclusão de curso refere-se a memória residual presente em espaços desocupados e negligenciados no ambiente urbano, utilizando de exemplo e estudo de caso uma edificação que permanece sem uso por mais de 20 anos após sua finalização: o Caravelas Praia Shopping. O edifício com quatro pavimentos localiza-se no bairro de Ingleses/ Florianópolis-SC, e apesar de não representar uma arquitetura singular e com grande apelo estético, foi o pivô da inquietação acerca do tema. Inquietação esta acarretada pelo vazio aparente: de uso, de memórias e de significado. Um corpo sem alma e sem vida que permaneceu assim por mais de 20 anos em meio a principal e mais movimentada via do bairro. Mas será que estes espaços aparentemente inabitados de memórias e de significado não abrigam em sua carcaça deteriorada histórias, vidas e memórias? Sob tal perspectiva, o tema busca abranger uma discussão sobre memória, patrimônio e valores e como esses conceitos ecoam no espaço urbano e no ambiente da cidade. Com base nessas memórias será elaborado um projeto de intervenção arquitetônica nesse espaço, incorporando recordações, lembranças e desejos dos moradores do bairro.    
Link Pranha: https://issuu.com/stefaniamedeirosstakonski/docs/prancha_tcc_final_impress_o
Link Caderno:https://drive.google.com/file/d/1MpldDQxq-KbGR2udvGu-8Hswxgp1fr1h/view?usp=sharing

O Espaço Entre: Uma proposta de incentivo ao convívio intergeracional

O presente trabalho tem como cunho a relação da arquitetura com o fator geracional, questionando a tendência atual de se projetar espaços exclusivos para cada faixa etária. Aliado a este cenário segregativo, temos a questão da alteração dos indicadores sociais, os quais apontam um crescimento vertiginoso da população idosa. Considerando que há um alto índice de sintomas depressivos perante este grupo devido a um rareamento dos contatos sociais e a um esvaziamento de papeis, deparamo-nos com a necessidade de criação de estratégias para amparo e inserção social a esta faixa etária.

Após estudos referentes as particularidades de cada grupo geracional, propõe-se realizar a integração entre as fases extremas – a infância e a velhice – através de um projeto que incentive o convívio e a co-educação entre as mesmas.

O local escolhido para o projeto localiza-se no bairro da Coloninha, onde propõe-se a reestruturação de equipamentos existentes na quadra de intervenção (Creche Professora Maria Barreiros e Centro Social Urbano da Coloninha) e a instauração de uma habitação para idosos a fim de oferecer suporte ao envelhecimento.

2017-2

A Ponte Hercílio Luz como Espaço Público de Memória

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Mapa em 2017, a Ponte Hercílio Luz é o monumento mais lembrado pela maioria dos catarinenses (Nossa Hercílio Luz, 2017). Considerada o cartão postal de Florianópolis e o monumento representante de um período de modernização da capital, reforçando a sua importância histórica e arquitetônica, este trabalho busca resgatar a memória do lugar através da revitalização da Ponte Hercílio Luz e seu entorno e a consequente inserção no dia-a-dia da população, permitindo que as pessoas apreciem o valor do patrimônio histórico como símbolo da cidade de forma a assegurar a sua preservação. Tem como objetivos qualificar o espaço público através da criação de um parque linear na ponte; revitalizar as áreas verdes do entorno integrando-o com o parque linear e criando uma grande área de lazer urbano para a população; conectar o continente e a ilha através de uma forma de transporte especial que possa estar ligado ao futuro projeto de linhas de BRT, e criar um museu da ponte que passe pela própria Ponte Hercílio Luz, de forma a contar sua história através de um percurso, permitindo um contato direto do usuário com a ponte.

Casa de Apoio para o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria em Joinville - SC

O meu intuito com este trabalho é a experimentação de propostas de espaços de acolhimento e apoio ao ambiente hospitalar, tanto do ponto de vista da sua percepção e apropriação pelos usuários, como em relação ao espaço urbano. Além disso, refletir sobre como a Arquitetura pode se tornar um instrumento terapêutico, auxiliando no tratamento dos pacientes.
Essa experimentação será realizada através do desenvolvimento do projeto de uma Casa de Apoio para atender as crianças em tratamento do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria em Joinville, com a motivação de oferecer melhor qualidade de vida e de tratamento. Além disso, desenvolver espaços de espera e convivência, que poderão, também, ser utilizados pelos demais usuários e funcionários do Hospital.
O objetivo do projeto, dessa forma, é acolher as crianças, bem como suas famílias, que se deslocam de outras cidades para receber o tratamento, disponibilizando suporte físico, emocional e social. Criar um ambiente que proporcione informação, apoio e acolhimento aos usuários.

Chegar e Estar no Hospital Infantil Joana de Gusmão

O tema deste TCC é a qualificação do complexo hospitalar localizado no bairro da Agronômica, em Florianópolis, abrangendo tanto a rua quanto o edifício, nesse caso, com foco no Hospital Infantil Joana de Gusmão.

A motivação desse projeto é poder proporcionar um espaço acolhedor para pessoas que estão em tratamento médico e que se encontram debilitadas, física e/ou emocionalmente. Esse acolhimento não começa somente dentro de um hospital, ele se inicia desde a chegada da pessoa à área hospitalar, criando as condições favoráveis de acessibilidade, conformando ambientes convidativos, proporcionando áreas de estar e convivência.

Requalificação Urbana do Núcleo Ferroviário de Erechim (RS): A Inserção da Vida Universitária no Contexto Patrimonial

Erechim é a cidade na qual nasci e vivi por quase 20 anos. Hoje em dia, mesmo não residindo mais lá, ainda mantenho um vivo contato e possuo um grande carinho pela minha cidade natal, uma vez que a maior parte da minha família ainda ali reside.

Dessa forma, a escolha da temática do trabalho deu-se por uma questão pessoal. A malha ferroviária da cidade (símbolo da colonização e do progresso de Erechim, o marco zero da cidade) encontra-se hoje em total abandono. Seus trilhos, em total esquecimento, tornaram-se áreas de habitação informal e de apropriações, muitas vezes, ilegítimas.  Já a edificação da antiga estação  encontra-se deteriorada pelo tempo, com pouca, ou quase nenhuma, utilização, gerando uma área hostil, perigosa e até como cenário de crimes. A estação está localizada na área central da cidade, um local onde a vida urbana e as atividades diárias da comunidade são muito presentes, porém pela falta de uma infraestrutura adequada e de valorização dos bens patrimoniais ali presentes, esses resquícios do passado, ou até “cicatrizes urbanas”, não participam do cotidiano da população, não se integram com a malha urbana e não dialogam com a dinâmica da cidade.

Outro fator considerado foi a inserção do novo campus da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), em 2010, uma vez que suas instalações foram implantadas a 15 quilômetros do centro de Erechim. Tal evento é justificável devido a alguns dos seus cursos envolvem ciências agrárias, porém é questionável ao mesmo tempo quando se considera que a vida universitária deve estar ligada com a vida urbana (no tecido urbano), onde já existem equipamentos, moradias, comércios e serviços para sustentar tal função.

Sendo assim, esse trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de um projeto arquitetônico e urbanístico a fim de recuperar uma das mais importantes áreas da cidade, bem como promover o seu uso atual através de uma melhor infraestrutura e da integração de equipamentos públicos, a fim de garantir ali uma vida comunitária de qualidade. Dessa forma, pretende-se, inclusive, articular esses elementos com a inserção da vida universitária no local para que assim ela esteja presente na vida urbana, em uma relação recíproca de trocas. Além disso, busca-se preservar e qualificar o patrimônio ferroviário local, composto pela estação, as partes remanescentes da linha férrea, bem com o seu traçado, uma vez que tais elementos conformam o marco zero da cidade e foram de grande importância na formação e no desenvolvimento do município. 

2017-1

Sesc Trindade - O Espaço de Cultura e Lazer

           A unidade do Sesc Trindade é proposta para o bairro da Trindade, Florianópolis - SC, uma região central, urbanizada, com estrutura complexa e com grande fluxo de pessoas. Com  enfoque em uma área ociosa, rodeada por equipamentos urbanos, inserida em um importante nó de ligação entre bairros, com diversas problemáticas urbanas, onde o fluxo de automóveis é priorizado, ficando à margem do planejamento, onde o desenvolvimento do sistema viário norteia a conformação do desenho urbano da área.

           O equipamento busca a valorização da cultura do skate e grafite presentes na área, abrigando assim um programa específico que atenda a vocação do local , que possa gerir e garantir o uso desta área valorizando seu potencial como espaço público e de lazer para a região e para a cidade, bem como a conexão com o seu entorno.